Uma definição para paradigma poderia ser “regras, normas e regulamentos que interferem no modo de vida das pessoas; um modelo”
A grande tendência do momento é o termo “computação nas nuvens” ou “cloud computing” (em inglês). Este termo surgiu pelo fato de a computação estar mudando de rumo: hoje não temos mais como antigamente aquela vontade imensa de comprar um “super computador” – com processador veloz, muita memória RAM e um HD grande - hoje o que mais precisamos, e o que mais precisararemos futuramente, será de mobilidade, portabilidade. Não é por acaso que os mini-laptops, no estilo Asus Eee PC, estão fazendo muito sucesso (eu mesmo não vejo a hora de poder comprar um desses…). E a banda-larga móvel “3G” sem dúvida vai impulsionar tudo isso.
Diversos serviços e aplicações estão sendo baseado na internet: você utilizará seu computador conectador à Rede, terá o espaço que precisar para guardar seus arquivos como documentos, fotos, vídeos e música. Além disto, os softwares que você utiliza também estão na internet.

Essa arquitetura computacional, baseada em milhões de servidores espalhados por datacenters ao redor do planeta, está transformando a maneira de entregar serviços de TI. O nome tem origem nos anos 80, nos primórdios da internet, quando a rede era representada como uma nuvem de computadores, todos conectados uns aos outros.
Neste últimos tempos, o conceito evoluiu sob o comando de empresas de internet como o Google e o Yahoo que são os pioneiros nessa história toda. O Google hospeda e-mails no Gmail, planilhas, textos e apresentações no Google Docs, fotografias no Picasa, anotações no Notebook, compromissos no Calendar, vídeos no YouTube… O Yahoo! faz o mesmo em seus aplicativos web, do Flickr ao Delicious.
Nem todos enxegam essa mudança bom bons olhos. Para Richard Stallman, programador e fundador do movimento do software livre, uma razão para não usar aplicativos dentro da web para fazer o que precisa no computador é o fato de se perder o controle, já que todas as suas informacões estarão nas mãos de terceiros, espalhados numa “nuvem” de servidores na Internet.
Como sempre, tento deixar aqui minhas impressões sobre cada assunto abordado, e para mim a “computação em nuvem” tem um papel importante hoje, pois nos permite uma grande mobilidade. Por exemplo, meu cadastro de clientes com endereço, telefone, e-mail, observações, etc fica armazenado no Google Docs, pois dessa maneira posso consultar esses dados do meu trabalhado, do meu computador da oficina, do meu PC pessoal, ou de qualquer outro equipamento que tenha acesso a Internet. Além disso, pode-se compartilhar esse documentos para que outras pessoas possam ler ou alterar, criando um espaço de colaboração on-line.
Porém, um obstáculo ainda é que o acesso em banda-larga não está presente ainda em todos os lugares. Outro ponto crítico é que podemos ficar sem acesso aos arquivos caso haja algum problema com nosso provedor. Por isso, é bom manter um cópia no desktop como garantia.
Mais um post muito interessante! Eu acho que o sr. Richard Stallman tem alguma razão. É meio estranho e inseguro, ao meu ver, deixar informações pessoais disponíveis a terceiros na internet. Mas como tudo nesta vida pede uma medida de equilíbrio, acho que há muita utilidade em se deixar ALGUNS programas e arquivos na rede pro caso de o próprio dono precisar utilizá-los sem ter que se preocupar em carregar discos removíveis no bolso. Acho que o bom-senso vai dizer o que podemos e o que não devemos “guardar” na internet.