Como reconhecer um bom técnico de informática

27 10 2008

 

O mercado de informática está em constante crescimento. O computador tornou-se algo comum em diversos lares e, por causa disso, muitas pessoas querem fazer carreira nessa área, trabalhando como técnicos de suporte, resolvendo os problemas que surgem nos equipamentos. Por outro lado, um grande número de “curiosos” que “entendem de computador” procuram também disputar esse mercado e se dar bem. Então, como podemos reconhecer se um profissional está mesmo preparado?

 

 

Do meu ponto de vista, um bom profissional de informática deve atender alguns requisitos básicos. Vejamos  alguns deles:

1) inglês: A maioria dos programas e equipamentos já estão traduzidos para nossa língua mas, às vezes, o técnico precisa consultar fontes na Internet que estão em outro idioma, geralmente em inglês. Além disso, muitos programas ainda não foram completamente traduzidos para o português, e apresentam telas, mensagens de erro ou avisos em inglês. Portanto, a pessoa que não domina o básico da língua inglesa não terá condição de trabalhar em serviços mais complexos.

2) preço: Em anúncios de jornal é comum encontrar “técnicos” afirmando: “resolvo tudo por R$ 30, vírus, travamento, conflitos de hardware…”.
Um bom técnico de informática precisa investir na sua atualização profissional (vide item abaixo) e prestar um bom serviço aos clientes e, para isso, precisa cobrar um preço justo. Infelizmente, a cultura em nosso país, sobretudo nas empresas, é do tipo “fazer pelo mais barato possível” e muitos não dão o valor que esse profissional merece. Quem trabalha nesta área, sabe que não dá para sobreviver cobrando R$ 20 ou R$ 30 por uma visita (salvo em alguns casos). Agora pense com cuidado: será que um “profissional” que trabalha praticando tais preços baixos não vai tentar se livrar do prejuízo de outra maneira, por exemplo, condenando peças do clientes, para depois revendê-las? Lembre-se: às vezes, o “barato” sai caro!

 

3) atualização profissional: É preciso investir continuamente na comprar de livros, assinaturas de revistas e de sites na Internet, cursos e treinamentos, compra de ferramentas e softwares. Isso requer recursos financeiros e arrumar tempo disponível para aprender coisas novas. Por isso, um bom técnico deve estar a par das últimas tecnologias. Não querendo com isso dizer que ele deve conhecer TUDO, mas pelo menos ter um noção das coisas que andam acontecendo no mundo da TI, tanto no que se refere ao software quando ao hardware.

4) conhecimentos de redes: Atualmente, as famílias possuem mais de um computador, sejam eles PC´s de mesa ou notebooks, e naturalmente gostariam de colocá-los em rede, para compartilhar Internet, jogos, etc. O técnico que não tem noções de redes locais deixa a desejar no mercado de trabalho. Conheço “técnicos” que me disseram não saber (ou não querer) lidar com redes, porque é “muito complicado”. O bom profissional não pode apenas esperar “moleza”, mas deve estar preparado para coisas mais complexas. Ponto negativo para eles.

5) ambiente de trabalho: O bom profissional possui uma oficina, seja numa sala comercial ou em um quarto de sua casa. É preciso ter algumas peças de reposição e ferramentas adequadas para realizar diversos tipos de testes e reparos. Caso contrário, qualquer trabalho simples de manutenção torna-se complicado e demorado.

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Computação na nuvem: um novo paradigma

13 10 2008

Uma  definição para paradigma poderia ser “regras, normas e regulamentos que interferem no modo de vida das pessoas; um modelo”

A grande tendência do momento é o termo “computação nas nuvens” ou “cloud computing” (em inglês). Este termo surgiu pelo fato de a computação estar mudando de rumo:  hoje não temos mais como antigamente aquela vontade imensa de comprar um “super computador” – com processador veloz, muita memória RAM e um HD grande -  hoje o que mais precisamos, e o que mais precisararemos futuramente, será de mobilidade, portabilidade. Não é por acaso que os mini-laptops, no estilo Asus Eee PC, estão fazendo muito sucesso (eu mesmo não vejo a hora de poder comprar um desses…). E a banda-larga móvel “3G” sem dúvida vai impulsionar tudo isso.

Diversos serviços e aplicações estão sendo  baseado na internet:  você utilizará seu computador conectador à Rede, terá o espaço que precisar para guardar seus arquivos como documentos, fotos, vídeos e música. Além disto, os softwares que você utiliza também estão na internet.   

 

Essa arquitetura computacional, baseada em milhões de servidores espalhados por datacenters ao redor do planeta, está transformando a maneira de entregar serviços de TI. O nome tem origem nos anos 80, nos primórdios da internet, quando a rede era representada como uma nuvem de computadores, todos conectados uns aos outros.

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Windows Vista x Windows XP

10 10 2008

Com o encerramento da produção do Windows XP, os computadores atuais já estão vindo de fábrica com o novo sistema operacional da Microsoft instalado: o Windows Vista.

Aliás, o Vista nem é tão “novo” assim, ele foi lançado na primeira metade de 2007, porém só agora em meados de 2008 – mais de um ano depois – que sua utilização começa a se intensificar. Surge então um dilema: vale a pena mudar para o Windows Vista ou é melhor formatar o disco e instalar o “bom e velho” Windows XP?

A questão entre permanecer fiel ao Windows XP ou adotar o Windows Vista é extremamente polêmica e deve avaliada com cuidado. 

No meu dia-a-dia de trabalho, tenho notado que a maioria dos usuários não gostou do Vista. De fato, não encontrei ninguém até agora que realmente gostou dele. Entre as queixas mais freqüentes dos usuários está a de que o Vista é muito pesado, ou que ele é bem diferente do Windows XP e, portanto, não conseguiram se acostumar com a nova interface.

Quanto ao fato de ser pesado, esse é um ponto incontestável. Cada nova versão do Windows exige mais memória que a anterior, e às vezes um upgrade de memória é inevitável. Já vi micros com 512 Mb de RAM sendo vendidos com o Vista instalado (um absurdo!), irritando os usuários com sua lentidão, o que contribuiu para denegrir a imagem desse sistema. O ideal para rodar o Vista é ter no mínimo 1 Gb de memória, mas para rodar tranqüilo 2Gb de RAM são recomendáveis.

Sobre o Vista ser diferente do XP, não vejo isso como um problema, pois com alguns dias de uso constante o usuário certamente irá se adaptar, contudo a maioria das pessoas já se acostumou com o visual do XP e temem aquilo que é novo, então ainda preferem ficar no seu “lugar seguro”.

Do meu ponto de Vista (o trocadilho foi intencional), o Windows Vista não é ruim e roda bem, desde que o usuário tenha uma máquina adequada para rodá-lo: no mínimo um PC com processador acima de 2 Ghz (de preferência dual core), 1 Gb de RAM, HD de 80 Gb e – um detalhe importante – uma placa de vídeo com bom desempenho. Por outro lado, tentar instalar o Vista num PC sem esses requisitos básicos pode ser uma experiência frustrante.

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